Matriciamento em saúde mental

A Secretaria de Governança da Saúde, por meio da gerência de Atenção Especializada, iniciou o trabalho de matriciamento dos serviços envolvidos no atendimento a crianças e adolescentes para casos de saúde mental.

 

A coordenação dos trabalhos está por conta do CAPSI (Centro de Atenção Psicossocial), que convocou, nesta semana, representantes de vários setores ligados às secretarias de saúde, assistência social e educação do primeiro território escolhido para iniciar as discussões de casos e apresentar o trabalho.

 

Crianças e adolescentes que apresentarem algum tipo de sofrimento ou transtorno mental ou ainda estiverem vivenciando situações de crise, em processo de reabilitação psicossocial ou com alguma dificuldade relacionada à saúde psíquica identificada pelos pais, professores ou profissional da rede de atenção básica serão tratados de forma multidisciplinar, mantendo o atendimento articulado entre os pontos de atenção.

 

Giselle Oliveira Gonçalves, psicóloga e referência técnica em saúde mental do município, explica que o matriciamento unirá os serviços buscando melhor resultado para os atendidos e seus familiares. “Coronel Fabriciano foi dividida em 4 territórios. A gente convida as escolas, CRAS, CREAS e as unidades de saúde e traz os casos que pertencem a cada território para um debate para que a gente possa fazer o melhor pelo paciente”, diz.

 

Em Coronel Fabriciano, o atendimento em saúde mental já é feito em rede por meio das unidades de saúde, os equipamentos da assistência social, como CRAS e CREAS, e as escolas da rede municipal. “No matriciamento a gente faz uma junção desse pessoal para que a gente possa discutir estes casos intersetorialmente. A gente tem reuniões de equipe todas as semanas. Discutir cada caso entre todos é mais efetivo para o tratamento”, afirma Gisele.

 

Todos os encaminhamentos receberão atenção conjunta por meio do matriciamento. No Capsi, a estrutura oferecida garante assistência integral à família e ao paciente. O órgão possui psicólogos, terapeuta ocupacional, assistente social, fonoaudiólogo, oficineiros, técnico de enfermagem, médico especialista em saúde mental, psiquiatra, pediatra e auxiliares.

 

PANDEMIA

 

Devido à pandemia do coronavírus, o atendimento aos casos de saúde mental, ficou prejudicado. Agora, as equipes se deparam com uma realidade desafiadora – O que é de saúde mental ou apenas consequência da pandemia? Gisele acredita ser necessário um novo olhar sobre os casos, uma vez que as crianças e adolescentes foram expostos a situações difíceis provocadas pelo afastamento da escola, o distanciamento social e o ensino remoto.

 

“Com o retorno das aulas presenciais as escolas terão que nos reportar essas demandas. Daí, teremos que estudar caso a caso para ver se não é uma diferenciação de rotina ou questão de saúde mental”, resumiu.

 

SERVIÇO

Quem precisar do atendimento do Capsi deve se dirigir à Rua Ephrem Macedo, 259, Santa Helena. O telefone para orientações é: 3823-8675